As bebidas alcoólicas pertencem ao grupo das drogas lícitas mais consumidas no Brasil. O comportamento festivo do brasileiro sempre foi regado a muito álcool: caipirinha na praia, cerveja no futebol, coquetel na balada. O problema é que os jovens estão começando a beber cada vez mais cedo. Uma pesquisa da Unifesp sobre o consumo de bebidas alcoólicas por estudantes de ensino médio reacendeu a discussão sobre o tema. Que razões levam o jovem ao consumo de álcool? Quais os problemas decorrentes disso? Por que a lei que proíbe a venda de bebidas a menores de idade não é cumprida? Qual a responsabilidade da família, da sociedade e do governo diante desse problema? Reflita sobre essas questões e elabore uma dissertação argumentativa com o tema: Juventude e alcoolismo: um problema social.
Elabore uma dissertação considerando as ideias a seguir:
A pesquisa
Dados inéditos de uma pesquisa sobre o uso de drogas entre os alunos de escolas particulares da cidade de São Paulo revelam que um em cada três estudantes do ensino médio se embriagou pelo menos uma vez no mês anterior ao levantamento.
Os dados mostram ainda que a bebedeira - consumo de cinco ou mais doses na mesma ocasião - é uma prática comum para muitos dos que têm idade entre 15 e 18 anos: 7% dos meninos e 5% das meninas fazem isso de três a cinco vezes por mês.
A pesquisa, do Cebrid (Centro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) da Unifesp, ouviu, em 2008, 5.226 alunos do ensino fundamental e médio de 37 escolas - os dados só foram concluídos agora.
Entre os estudantes do ensino fundamental (7ª e 8ª séries), o total dos que se embriagaram ao menos uma vez no último mês é menor (14,2%), mas surpreende por conta da idade: geralmente entre 13 e 15 anos.
[Folha de S.Paulo, 08 de junho de 2010. Texto adaptado]
Os dados mostram ainda que a bebedeira - consumo de cinco ou mais doses na mesma ocasião - é uma prática comum para muitos dos que têm idade entre 15 e 18 anos: 7% dos meninos e 5% das meninas fazem isso de três a cinco vezes por mês.
A pesquisa, do Cebrid (Centro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) da Unifesp, ouviu, em 2008, 5.226 alunos do ensino fundamental e médio de 37 escolas - os dados só foram concluídos agora.
Entre os estudantes do ensino fundamental (7ª e 8ª séries), o total dos que se embriagaram ao menos uma vez no último mês é menor (14,2%), mas surpreende por conta da idade: geralmente entre 13 e 15 anos.
[Folha de S.Paulo, 08 de junho de 2010. Texto adaptado]
Status e amadurecimento
(...) O porre pode, para muitos, parecer só uma brincadeira da garotada. Mas evidencia o sintoma de uma conduta social que inconscientemente aprova o consumo de álcool.
Nos lares brasileiros, os jovens crescem assistindo a familiares e amigos consumirem bebidas alcoólicas nos mais variados eventos. Ou, ainda, após as tradicionais partidas de futebol, numa combinação contraditória entre álcool e esporte.
Para o jovem, beber parece estar associado com status, suposto amadurecimento e possibilidade de mais relações pessoais e afetivas. Por essas razões, é preciso apostar fortemente na prevenção desde a infância. A proposta não surtirá efeito se os menores continuarem expostos à publicidade de bebidas, sempre associadas a cenários paradisíacos, formas perfeitas e diversão.
[Carlos Salgado, psiquiatra e presidente da Abead - Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas - para a Folha On-Line]
Nos lares brasileiros, os jovens crescem assistindo a familiares e amigos consumirem bebidas alcoólicas nos mais variados eventos. Ou, ainda, após as tradicionais partidas de futebol, numa combinação contraditória entre álcool e esporte.
Para o jovem, beber parece estar associado com status, suposto amadurecimento e possibilidade de mais relações pessoais e afetivas. Por essas razões, é preciso apostar fortemente na prevenção desde a infância. A proposta não surtirá efeito se os menores continuarem expostos à publicidade de bebidas, sempre associadas a cenários paradisíacos, formas perfeitas e diversão.
[Carlos Salgado, psiquiatra e presidente da Abead - Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas - para a Folha On-Line]
Álcool x jovens por Içami Tiba
Portal: O que o jovem pretende quando bebe?
Dr. Tiba: Em geral eles querem aparecer. Os exibidos querem aparecer mais, enquanto os tímidos querem começar a ser vistos. Uma questão de destaque.
Portal: Quais sentimentos o álcool produz?
Dr. Tiba: Usando álcool eles perdem a noção das coisas, passam a sentir aquilo que eu chamo de "onipotência juvenil", sentem-se e agem como deuses que podem tudo, vão dirigir sem bater, não vão cair de bêbados, não dirão o que não querem ou darão escândalos, pensam que não vão perder o controle. Eles acham que são mais fortes que a bebida, "eu domino o álcool e não o contrário".
Portal: A que ponto de comportamento a bebida pode levar?
Dr. Tiba: As conseqüências variam. Por exemplo, em uma pesquisa divulgada por Daniel Golleman (autor do best-seller "Inteligência Emocional"), 90% dos estupros ocorridos em ambientes universitários nos E.U.A. ocorrem enquanto os envolvidos estão agindo sob efeito do álcool.
Portal: Se universitários podem agir assim, isto significa que eles têm informação mas não encaram o álcool como droga?
Dr. Tiba: Os jovens, individualmente, sabem que álcool é droga, mas o problema é que quando estão em grupo eles agem diferente. Bebem sabendo que álcool faz mal, tanto que eles acabam arrependidos durante a ressaca, sempre se lamentando sobre o que fizeram, o que disseram.
Portal: Essa relação com o álcool é a mesma para ambos os sexos?
Dr. Tiba: Na verdade, as meninas deveriam tomar 1/3 a menos de bebida alcoólica do que os homens simplesmente por uma questão física. Elas não têm estrutura para agüentar, são mais sensíveis.
Portal: A indústria da bebida sabe o que seu produto pode provocar. Qual é a mentalidade deles?
Dr. Tiba: O espírito do mercado de bebidas é vender sempre mais. E eles usam o que for preciso para atingir esse objetivo. Podemos notar que hoje em dia o álcool é consumido pelos jovens como se fosse um refrigerante.
Eles tomam direto no gargalo e esse comportamento é disseminado pelas imagens das campanhas publicitárias na TV, por exemplo. As bebidas "ice" que são populares entre os jovens e tidas como leves nas propagandas, na verdade possuem teor alcoólico.
Portal: O que poderia ser feito para minimizar a penetração do álcool no meio jovem?
Dr. Tiba: Na hora de advertir contra o uso da bebida ocorre uma enorme dificuldade, pois eles não ouvem a ninguém. Para reduzir esse efeito do álcool sobre os jovens a primeira coisa necessária é a restrição legal do acesso ao álcool em diversos ambientes, pois não adianta proibir a venda em bares quando em uma danceteria um jovem de 15 anos chega lá e compra. Só com essas campanhas do governo não vai dar.
[Portal Unimeds, publicado em 2/8/2002]
Observações:
- Seu texto deve ser escrito na norma culta da língua portuguesa;
- Deve ter uma estrutura dissertativa;
- Não deve estar redigido em forma de poema (versos) ou narração;
- A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;
- Não deixe de dar um título a sua redação.
O que você pensa da proibição à prática do castigo físico?
O projeto de lei que proíbe, no Brasil, o uso de qualquer forma de punição física como medida educativa segue uma tendência mundial. Essa é uma tentativa de defender os menores de idade das violências provocadas justamente pelos adultos que os deveriam proteger. Mas isso tem gerado muita discussão: o governo tem direito de intervir na forma como os pais educam os filhos? Isso não irá comprometer a autoridade dos pais e, consequentemente, a formação dessas crianças? A lei é a melhor forma de lidar com os casos de agressão familiar? O governo dispõe de recursos para vistoriar o cumprimento dessa lei? Com base nos textos de apoio e em outras informações de que você disponha, elabore uma dissertação defendendo um ponto de vista sobre o projeto de lei que proíbe a prática do castigo físico.
Elabore uma dissertação considerando as ideias a seguir:
Governo quer proibir pais de dar palmada em crianças
São Paulo - Pais, professores, cuidadores de menores em geral podem ficar proibidos de beliscar, empurrar ou mesmo dar "palmadas pedagógicas" em menores de idade. Um projeto de lei que proíbe a prática do castigo físico será assinado amanhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para marcar os 20 anos de vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A medida visa garantir o direito de uma criança ou jovem de ser educado sem o uso de castigos corporais ou "tratamento cruel e degradante". Atualmente, a Lei 8.069, que institui o ECA, condena maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas não define se os maus-tratos seriam físicos ou morais. Com o projeto, o artigo 18 passa a definir "castigo corporal" como "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente". Para os infratores, as penas são advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica.
"A definição proposta se aplica não só para o ambiente doméstico, mas também para os demais cuidadores de crianças e adolescentes - na escola, nos abrigos, nas unidades de internação. O projeto busca uma mudança cultural", diz a subsecretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira. Segundo ela, "1/3 das denúncias no Disque 100 refere-se à violência doméstica, seja na forma de negligência ou de maus tratos".
[UOL Educação]
A medida visa garantir o direito de uma criança ou jovem de ser educado sem o uso de castigos corporais ou "tratamento cruel e degradante". Atualmente, a Lei 8.069, que institui o ECA, condena maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas não define se os maus-tratos seriam físicos ou morais. Com o projeto, o artigo 18 passa a definir "castigo corporal" como "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente". Para os infratores, as penas são advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica.
"A definição proposta se aplica não só para o ambiente doméstico, mas também para os demais cuidadores de crianças e adolescentes - na escola, nos abrigos, nas unidades de internação. O projeto busca uma mudança cultural", diz a subsecretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira. Segundo ela, "1/3 das denúncias no Disque 100 refere-se à violência doméstica, seja na forma de negligência ou de maus tratos".
[UOL Educação]
Código Civil
A palmada não é uma prática recente. Podemos encontrar na Bíblia (Provérbios 23:13-14) versículos como: "Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura" (versão NVI). Porém, como todos sabem, vivemos em um Estado laico e, sendo assim, as regras da Bíblia não têm valor civil ou criminal. Mas a lei dos homens prevê algo semelhante, senão vejamos:
Código Civil:
Art. 1.638. Perderá por ato judicial o poder familiar o pai ou a mãe que:
I - castigar imoderadamente o filho;
Código Penal:
Art. 136 - Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina:
Pena - detenção, de dois meses a um ano, ou multa.
1º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave:
Pena - reclusão, de um a quatro anos.
2º - Se resulta a morte:
Pena - reclusão, de quatro a doze anos.
3º - Aumenta-se a pena de um terço, se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos:
Pela simples leitura dos dispositivos legais, percebemos claramente que castigar um filho é um direito dos pais, desde que o façam de forma moderada. Abusar deste direito incorre em sanções civis (perda do poder familiar) e penais (conforme previsto no Art. 136 do Código Penal).
[ Rafael Felício Jr/ Advogado e Consultor Jurídico]
Código Civil:
Art. 1.638. Perderá por ato judicial o poder familiar o pai ou a mãe que:
I - castigar imoderadamente o filho;
Código Penal:
Art. 136 - Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina:
Pena - detenção, de dois meses a um ano, ou multa.
1º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave:
Pena - reclusão, de um a quatro anos.
2º - Se resulta a morte:
Pena - reclusão, de quatro a doze anos.
3º - Aumenta-se a pena de um terço, se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos:
Pela simples leitura dos dispositivos legais, percebemos claramente que castigar um filho é um direito dos pais, desde que o façam de forma moderada. Abusar deste direito incorre em sanções civis (perda do poder familiar) e penais (conforme previsto no Art. 136 do Código Penal).
[ Rafael Felício Jr/ Advogado e Consultor Jurídico]
Brasileiros são contra lei que proíbe palmadas
A maioria dos brasileiros é contra o projeto de lei que proíbe a prática do castigo físico em crianças. O texto, enviado no início do mês (julho de 2010) ao Congresso, estabelece que pais, professores e cuidadores de menores em geral ficam proibidos de beliscar, empurrar ou mesmo dar "palmadas pedagógicas" em menores de idade. De acordo com uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 54% dos entrevistados são contra as medidas, enquanto 36% aprovam as mudanças.
Segundo o levantamento do Datafolha publicado na edição desta segunda do jornal "Folha de S. Paulo", 74% dos homens entrevistados admitiram ter apanhado dos pais quando criança, ante 69% das mulheres. Ao todo, 72% dos brasileiros sofreram algum tipo de castigo físico - 16% deles disseram que costumavam apanhar sempre. A pesquisa mostra, ainda, que as mães costumam bater mais nos filhos do que os pais: 69% contra 44%. O levantamento ouviu 10.905 pessoas entre os dias 20 e 22 de julho.
[Veja]
Segundo o levantamento do Datafolha publicado na edição desta segunda do jornal "Folha de S. Paulo", 74% dos homens entrevistados admitiram ter apanhado dos pais quando criança, ante 69% das mulheres. Ao todo, 72% dos brasileiros sofreram algum tipo de castigo físico - 16% deles disseram que costumavam apanhar sempre. A pesquisa mostra, ainda, que as mães costumam bater mais nos filhos do que os pais: 69% contra 44%. O levantamento ouviu 10.905 pessoas entre os dias 20 e 22 de julho.
[Veja]
O governo
Durante a solenidade de assinatura, o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, disse que o alvo principal do projeto não é o "beliscão ou palmadinha", mas casos como de Isabela Nardoni, menina que morreu após cair de um prédio em São Paulo e cujos pais foram condenados pelo crime. Lula, que falou depois, discordou de Vannuchi e disse que beliscão "dói pra cacete".
"O Paulinho (Vannuchi) falou duas vezes em beliscão, mas beliscão dói prá cacete, Paulinho. Me considero uma criança abençoada porque não lembro da minha mãe ter batido num filho. O máximo que ela fazia às vezes era, cinco homens deitado numa cama, ela vinha com chinelo e a gente esticava o cobertor e fingia que tava doendo. Depois, a gente começava a rir. O meu pai, vocês viram no filme ("Lula, o filho do Brasil") era um homem bruto, mas nunca apanhei do meu pai. Também nunca bati nos meus filhos", disse Lula.
[Diário de Pernambuco]
"O Paulinho (Vannuchi) falou duas vezes em beliscão, mas beliscão dói prá cacete, Paulinho. Me considero uma criança abençoada porque não lembro da minha mãe ter batido num filho. O máximo que ela fazia às vezes era, cinco homens deitado numa cama, ela vinha com chinelo e a gente esticava o cobertor e fingia que tava doendo. Depois, a gente começava a rir. O meu pai, vocês viram no filme ("Lula, o filho do Brasil") era um homem bruto, mas nunca apanhei do meu pai. Também nunca bati nos meus filhos", disse Lula.
[Diário de Pernambuco]
Para Rosely Sayão, lei que proíbe palmadas é invasão do Estado na vida privada
A psicóloga e consultora educacional Rosely Sayão, colunista da Folha, participou de bate-papo nesta quinta-feira (29) sobre o projeto da lei que proíbe palmadas, beliscões e castigos físicos em crianças e adolescentes.
Para Rosely Sayão, o projeto que altera a lei que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, vetando o uso de castigos físicos e tratamentos cruéis na educação infantil, mostram a invasão do Estado na vida privada.
"Acho isso muito perigoso. Hoje podemos ser contra a palmada --eu sou-- mas amanhã, sabe-se lá o que pode ser transformado em lei?", disse a colunista da Folha durante o bate-papo.
[Folha.com]
A psicóloga e consultora educacional Rosely Sayão, colunista da Folha, participou de bate-papo nesta quinta-feira (29) sobre o projeto da lei que proíbe palmadas, beliscões e castigos físicos em crianças e adolescentes.
Para Rosely Sayão, o projeto que altera a lei que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, vetando o uso de castigos físicos e tratamentos cruéis na educação infantil, mostram a invasão do Estado na vida privada.
"Acho isso muito perigoso. Hoje podemos ser contra a palmada --eu sou-- mas amanhã, sabe-se lá o que pode ser transformado em lei?", disse a colunista da Folha durante o bate-papo.
[Folha.com]
A embriaguez juvenil é um problema de todos nós
O uso de bebidas alcoólicas é conhecido desde a Antiguidade. Os egípcios regavam seus festejos com vinho. O hidromel era bebida apreciada na Europa Medieval. Até os deuses do Olimpo deliciavam-se com a ambrosia. No Brasil atual, a associação futebol e cerveja é apenas um de muitos exemplos da ligação entre festejos e álcool. A aceitação social da ingestão de bebida alcoólica torna, então, complexa a abordagem desse assunto com a juventude, que, segundo pesquisa concluída recentemente pela Unifesp, vem apresentando cada vez maiores índices de embriaguez e em idade mais precoce. Some-se a isso o fato de que o álcool altera diversas funções mentais e possibilita que pessoas tímidas e com baixa auto-estima apresentem-se mais desinibidas e aceitas.
No jovem o efeito dessa desinibição parece ter um impacto mais grave, pois a sensação de potência, de leveza, levam ao que o Dr. Içami Itiba, renomado psiquiatra, denominou de "onipotência juvenil": na vigência do uso de álcool, o adolescente ou jovem desconsidera qualquer risco relacionado a [à] ingestão do álcool e dirige embriagado, pensa que não perderá o controle, tem relações sexuais sem proteção, ou seja, colocam [coloca] sua vida e a de outros em risco. O aumento de jovens mortos ou física e mentalmente incapacitados em função de acidentes automobilísticos ocorridos durante a embriaguez do motorista constitui-se em um importante problema de Saúde Pública. Todavia, no plano individual muitas vezes não se consegue convencer o jovem a não se embriagar, pois há a pressão do seu grupo social mais próximo, amigos também adolescentes, no sentido de que todos se embriaguem. Aquele que se recusa recebe adjetivos negativos: fraco, frouxo, "careta" etc.
Deve-se buscar soluções que envolvam toda a sociedade, para reduzir o impacto do abuso de álcool pelos jovens. Algumas já vem [vêm] sendo realizadas, como maior fiscalização no trânsito, punições mais severas para quem dirige embriagado, proibição da venda e de consumo para menores, observação mais estrita das campanhas publicitárias para que se direcionem menos ao público mais novo. Porém, ainda há muito a se avançar.
No jovem o efeito dessa desinibição parece ter um impacto mais grave, pois a sensação de potência, de leveza, levam ao que o Dr. Içami Itiba, renomado psiquiatra, denominou de "onipotência juvenil": na vigência do uso de álcool, o adolescente ou jovem desconsidera qualquer risco relacionado a [à] ingestão do álcool e dirige embriagado, pensa que não perderá o controle, tem relações sexuais sem proteção, ou seja, colocam [coloca] sua vida e a de outros em risco. O aumento de jovens mortos ou física e mentalmente incapacitados em função de acidentes automobilísticos ocorridos durante a embriaguez do motorista constitui-se em um importante problema de Saúde Pública. Todavia, no plano individual muitas vezes não se consegue convencer o jovem a não se embriagar, pois há a pressão do seu grupo social mais próximo, amigos também adolescentes, no sentido de que todos se embriaguem. Aquele que se recusa recebe adjetivos negativos: fraco, frouxo, "careta" etc.
Deve-se buscar soluções que envolvam toda a sociedade, para reduzir o impacto do abuso de álcool pelos jovens. Algumas já vem [vêm] sendo realizadas, como maior fiscalização no trânsito, punições mais severas para quem dirige embriagado, proibição da venda e de consumo para menores, observação mais estrita das campanhas publicitárias para que se direcionem menos ao público mais novo. Porém, ainda há muito a se avançar.
Comentário geral
Texto bem escrito, interessante, com boas considerações sobre o tema proposto, pois analisa algumas das causas do problema e expõe soluções. Entretanto, a organização da estrutura, bem como a distribuição de dados em parágrafos mais regulares, poderia ser melhorada.
Aspectos pontuais
- Primeiro parágrafo: para se tornarem mais expressivas, as referências históricas deveriam seguir uma sequência temporal, da mais antiga para a mais recente, ou o contrário.
Competências avaliadas
| Competência | Nota | |||
|---|---|---|---|---|
| 1. | Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. | 1,5 | ||
| 2. | Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. | 1,5 | ||
| 3. | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. | 2,0 | ||
| 4. | Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. | 2,0 | ||
| 5. | Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. | 2,0 | ||
| Total | 9,0 | | ||
Desempenho do aluno em cada competência
| Nota 2,0 - Satisfatório | Nota 0,5 - Fraco |
| Nota 1,5 - Bom | Nota 0,0 - Insatisfatório |
| Nota 1,0 - Regular |
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